Segunda-feira, 3 de  agosto de  2020 

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COVID-19

 

O Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) que possui, entre seus quadros, empregados da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), confirmou hoje que 8 profissionais da saúde testaram positivo para o coronavírus (Covid-19). Foram infectados médicos residentes, médicos assistentes, enfermeiros e técnicos em enfermagem mas nenhum se encontra internado no local. Apenas uma médica que está em um hospital particular em situação estável e o restante estão em quarentena nas suas residências e passam bem. São trabalhadores que recebem e internam pacientes.

A informação foi passada pela diretora de infectologia do HUJM, Márcia Hueb, ao jornal MT1, da TV Centro América, em Cuiabá. Segundo ela, há no hospital um ambulatório justamente para quem sentir algum sintoma respiratório ou outros sintomas da Covid-19. “Eles são afastados mesmo antes da confirmação e vão para a quarentena. Essa é a primeira medida para não haver transmissão interna caso teste positivo. A segunda medida foi testar as pessoas próximas pelo fato de estarem entre profissionais da saúde e que na condição de assintomáticos podem estar transmitindo”.

Hueb disse os setores atingidos estão sob investigação mas “me parece que a situação está sob controle. Isso pode acontecer, como aconteceu em um outro hospital. A medida principal é o isolamento da pessoa que esteja com sintomas mesmo antes da confirmação.”

O HUJM está inserido no Plano Estadual de Contingência do novo vírus como centro de referência para casos graves com doenças respiratórias e que são encaminhadas pelo SUS mas até hoje nenhum paciente foi internado. Recentemente o hospital anunciou que conta com uma máquina que pode executar os testes e conferir os resultados com altíssima confiabilidade, com a metodologia RT-PCR que é considerada padrão de excelência para detectar o Covid-19.

Testar todos trabalhadores - Para Ricardo Abel, empregado da Ebserh de Sergipe e diretor da Secretaria de Empresas Públicas da Condsef/Fenadsef, o grande problema hoje é a subnotificação. A Ebserh tem que mudar de imediato o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), tem que testar imediatamente todos os trabalhadores da empresa para se ter um controle para identificar quem vai que ter mais cuidado na linha de frente para não se contaminar com essa doença. “São muitos realmente, mas é necessário neste momento. Pernambuco fez uma recentemente com cerca de 300 trabalhadores, não só da Ebserh mas de vários locais e 168 deram positivo para o coronavírus”.

“Infelizmente o trabalhador da saúde está colocado numa guerra, lançado ao leão Covid-19, desprotegido, com relatos de falta de equipamento de proteção individual (EPI) em todo o país. A Ebserh disse que faria uma compra mas até agora ninguém viu chegar nada”.

Ricardo disse esperar providência do governo e enquanto aguarda, a doença está solta, pegando todo mundo. O panorama atual em outros estados não é muito diferente do que em Mato Grosso. “Colocaram a gente numa guerra fazendo só arminha com dedo. Porque armas mesmo para trabalhar, munição para combater, a gente não está tendo”, finalizou.

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