Sábado, 29 de  fevereiro de  2020 

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Sindsep-MT completa três décadas de existência com muita luta

Apesar do atual governo querer dizimar servidores e por tabela, com os sindicatos, a nossa corporação promete muita resistência nestes tempos sombrios.

O Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Mato Grosso (Sindsep-MT), completa neste sábado, 30 anos de existência. A necessidade de se ter uma entidade que agregasse os SPFs no Estado, fortalecendo a classe trabalhadora foi decisiva para a sua criação, pois no auge do "Plano Collor", servidores já reclamavam do sucateamento, perdas salariais, demissão em massa em virtude do Plano Brasil Novo e a retirada da estabilidade do trabalhador, privatização dos serviços, entre outros direitos. Não muito diferente no dias de hoje.

Assim, em Assembleia Geral no dia 22 de fevereiro de 1990, servidores federais compareceram na sede do Sindicato dos Bancários e aprovaram a fundação do sindicato, seu estatuto e posse da diretoria provisória.

O Sindsep-MT foi criado com a missão de defender os direitos e interesses dos servidores federais ativos, aposentados e pensionistas, da administração direta e indireta, empresas públicas, autarquias, estatais e fundações no Estado, mobilizando a categoria e sustentando suas lutas.

O atual presidente, Carlos Alberto de Almeida conta que hoje o sindicato possui bens, estando com as contas em dia, servindo de modelo para outros sindicatos do país. Diferentemente quando assumiu a entidade pela primeira vez, numa das mais conturbadas eleições, já que ele foi eleito para o biênio 2005/2007, mas a chapa situacionista, vendo que perderia a eleição, sumiu com documentos e várias urnas a serem apuradas e ainda contestaram o resultado na Justiça.

Hoje o sindicato participa intensamente de todas as convocatórias da Condsef/Fenadsef, levando delegados eleitos para Brasília e também a Congressos em várias partes do país. É reconhecidamente um dos mais atuantes do Brasil, com voz na CUT e Confederação. "A transparência da nossa administração é evidente. As prestações de contas estão disponíveis a todos os filiados na sede do sindicato ou na internet. O Sindsep-MT é exemplo para outras entidades. 2020 será um ano de muito trabalho, de negociações desgastantes com o Ministério da Economia comandada por Paulo Guedes cujo governo retira direitos a cada momento dos servidores públicos.”

Carlos Almeida, que aproveita o ensejo pela passagem dos 30 anos do sindicato, agradecendo aos funcionários, diretores titulares e suplentes e principalmente aos servidores filiados pela compreensão e confiança a ele depositada e reforça que no dia 18 de março tem greve nacional em defesa dos direitos dos trabalhadores e que todos devem aderir ao movimento. “Não podemos nos omitir. Chega de perdas. Sem luta não há conquista.”

SINDSEP-MT 30ANOS: Seu Iza, expulso do sindicato, retorna com mais garra e vence adversário

O 1º Sec. dos Aposentados e Pensionistas passou por “perrengues” desde que se tornou sindicalista mas nunca desistiu. Nem mesmo quando convidaram para participar do “outro” sindicato.

 

 Um dos mais antigos e atuante diretor é o seu “Iza”, Izael Santana da Silva, 1º Secretário dos Aposentados e Pensionistas. Cuiabano, fala mansa, iniciou a carreira no serviço público no antigo DNER, hoje Dnit. Ele foi um dos protagonistas da retomada do sindicato quando participou da eleição para o biênio 2005/2007, eleição esta que que ficou sub judice por um bom período.

Mas antes, Izael participou também de mandatos anteriores, inclusive um tampão pois o presidente eleito Sílvio de Menezes teve que se mudar para Brasília e assumiu o vice, Washington Luis Pinto Galvão, falecido em 2011. Na eleição seguinte participou da chapa oposicionista num processo fraudulento e foi praticamente expulso do sindicato, junto com a sua colega Zelairdes Rodrigues Leite. Ficou de fora mas não desfiliou do sindicato. “Enquanto isso, a depredação corria solta no Sindsep, deixando os filiados em situação desagradável”, comenta seu Iza.

Foi quando aceitou compor chapa contrária, liderada pelo então presidente Carlos Alberto de Almeida. Ganharam a eleição mas os perdedores entraram na Justiça, deixando o sindicato acéfalo.

"Após a decisão favorável da Justiça, em 2007, assumimos de fato o Sindsep. A sede estava abandonada, não havia cadeiras e nem computadores e o número de desfiliação estava crescente pois a entidade praticamente não existia, não havia nada a oferecer aos seus associados. Sobraram muitas dívidas de supermercados e farmácias, inclusive de motel", acrescenta.

Para a gente viajar para o interior e fazer um trabalho de reestruturação do sindicato, o presidente Carlos Alberto emprestava dinheiro de sua esposa. Presenciei muitas vezes. Muitos achavam errado esta atitude mas como nós íamos levantar o sindicato sem dinheiro, sem crédito e devendo muito?"

Isso e muito mais você encontrará no vídeo abaixo produzido pela assessoria de Imprensa do Sindsep-MT. Assista, principalmente os novos e futuros filiados e saibam um pouco mais da história deste sindicato de luta.


 

 

ATENÇÃO APOSENTADOS E PENSIONISTAS

Dia 07 de março tem o seu 5º Encontro no auditório do Sintep. Confirme já a sua presença.

Dissídio coletivo: Trabalhadores da Ebserh aprovam proposta do TST

O Sindsep-MT realizou ontem, 20, assembleia geral extraordinária com os empregados da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), lotados no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM). A pauta única foi sobre a aceitação ou não de um acordo para fins de julgamento antecipado do dissídio coletivo mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Na proposta para antecipação do julgamento do dissídio, consta a aplicação de índice de 3,9% (INPC total de 3.94%) sobre o salário-base e benefícios, exceto o auxílio-alimentação e creche/pré-escolar, que possuem proibição na Lei Orçamentária. A manutenção de todas as cláusulas sociais existentes no ACT 2018/2019 fica garantida pela proposta. Caso seja homologada a decisão entre as partes, a Ebserh assume o compromisso de pagar os retroativos em até 65 dias.

Diante deste fato novo e com receio de que o dissídio coletivo demore a ser julgado e inclusive podendo acontecer após a data-base da categoria (1º de março), os trabalhadores da empresa lotaram o auditório do HUJM e decidiram por unanimidade, acatar a proposta do TST, ressalvando que deverão ser mantidas todas cláusulas sociais do último ACT até que se conclua o novo ACT 2020/2021.

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