Quarta-feira, 1 de  dezembro de  2021 

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Sinop realiza audiência pública que discute a PEC 32/2020

Realizada na Câmara Municipal, o debate contou com a parceria do Sindsep-MT que além de palestrantes, levou dezenas de servidores federais ao recinto. Professoras sofrem ataques virtuais e presenciais da direita.

 

Foi realizada no dia 13 em Sinop, norte de Mato Grosso, audiência pública sobre a PEC 32/2020 na Câmara de Vereadores. Mediada pela vereadora Graciela Marques dos Santos (PT), a reunião teve duração de pouco mais de quatro horas e ainda contou com um problema técnico na transmissão ao vivo, causando transtorno, já que muitas pessoas estavam assistindo virtualmente. Graciela pediu desculpas “por este erro quase imperdoável considerando que nós temos condições de ter recursos necessários para não ter este tipo de problema.”

Devido à pandemia, foi seguido o protocolo de biossegurança com redução da plateia e uso obrigatório de máscaras e álcool em gel. A vereadora agradeceu o presidente do Sindsep-MT a parceria para a realização da audiência e pelos materiais impressos sobre a Proposta de Emenda à Constituição que visa acabar com os serviços públicos, consequentemente com os serviços gratuitos ofertados, principalmente à população carente.

Pela plataforma Zoom, participaram os deputados estaduais Lúdio Cabral e Valdir Barranco, ambos do Partido dos Trabalhadores. Quanto aos federais, tiveram a oportunidade de falar a deputada Rosa Neide (PT), Valtenir Pereira (MDB) e Emanuel Pinheiro (PTB), que ratificaram votos contra a reforma Administrativa conforme vídeos produzidos no início de julho pela assessoria de imprensa do sindicato e publicados no nosso site. Para conferir acesse: Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Mato Grosso - Reforma Administrativa (sindsepmt.org.br)

Presencialmente compareceu o presidente da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso, Henrique Lopes, Valdeir Pereira, presidente do Sintep-MT, Carlos Alberto de Almeida, presidente do Sindsep-MT, Sérgio Ronaldo da Silva, da Condsef/Fenadsef, Max Leno, do Dieese, Roberto Arruda, presidente do conselho do Fundeb, Lélica Elis Pereira Lacerda, professora da UFMT, Raquel de Brito Souza, do Andes/UFMT.

Quer assistir? Clique no link: Condsef/Fenadsef e Sindsep-MT participam de audiência sobre PEC 32 em Sinop - CONDSEF

Em sua fala, Carlos Alberto de Almeida, criticou a falta, presencial ou virtual, do deputado federal Juarez Costa (MDB), da cidade de Sinop. “Apesar de estar na região dele, eu tenho que qualificar que está com medo de olhar no olho do trabalhador porque ele disse era contra essa PEC 32 e que faria um vídeo sobre isso, mas até agora não fez”, disse o presidente do Sindsep-MT. Vale ressaltar que na CCJ da Câmara Federal, o parlamentar votou contra a PEC 32. 

Por videoconferência participaram, Luiz Wanderlei, do Sintesmat, Larissa Pompermayer Ramos, diretora da UJS, Helder Molina, professor da Uerj, Domingos Sávio, professor da Unemat.

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Ataques da direita – A vereadora Graciele, que propôs a audiência e a docente da UFMT, campus Cuiabá, Lélica Lacerda, sofreram duros ataques da direita nas redes sociais, distorcendo o contexto da intervenção realizada pela professora universitária, que traçou o processo histórico da colonização de Mato Grosso, em especial a cidade de Sinop, com crítica ao latifúndio, racismo estrutural e ao agronegócio.

Na sessão desta segunda-feira, 16, as professoras foram ameaçadas de processo judicial inclusive de “racismo reverso”, como se os brancos tivessem sido submetidos ao mesmo período de privações. Segundo o pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), em matéria publicada no Uol, o termo em inglês "aversive racism" (ou "racismo aversivo", que também pode ser traduzido como "avesso"), cunhado pelo ensaísta Joel Kovel na década de 1970 para explicar como brancos rejeitavam a ideia do racismo na teoria, mas eram racistas na prática.

Um dos casos emblemáticos sobre “racismo reverso” aconteceu com a Magazine Luiza, ao anunciar a contratação de negros para o programa de trainee. Enquanto alguns elogiavam a iniciativa da empresa de corrigir a desigualdade racial, onde somente 30% ocupam cargos de chefia apesar de serem maioria da população, do outro lado houve os que consideraram a ação de crime de “racismo reverso”.

Na publicação da BBC News, especialistas disseram que a decisão do Magazine Luiza de contratar apenas funcionários negros como trainees em 2021 se enquadra no que chamam de "ação afirmativa", ou seja, que visa a combater os efeitos acumulados de discriminações ocorridas no passado.

Eles argumentam que medidas como essas têm por objetivo tentar eliminar desigualdades historicamente acumuladas, garantindo a igualdade de oportunidades e tratamento.

A direção do Sindsep-MT se solidariza com as professoras Graciele e Lélica e condena veementemente os ataques da direita ultraconservadora que ferem o direito e liberdade de expressão. Ditadura nunca mais!

VEJA ALGUNS DEPOIMENTOS SOBRE A AUDIÊNCIA PÚBLICA:

 

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