Terça-feira, 16 de  agosto de  2022 

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Dom e Bruno, presentes! Dom e Bruno, presentes! Dom e Bruno, presentes!



Além disso, exige que nenhuma retaliação afete servidores mobilizados e em greve, incluindo questões como mudanças de lotação, exoneração de cargos e abertura de sindicâncias administrativas. A saída imediata do presidente da Funai Marcelo Xavier e de sua equipe de ruralistas e militares é outro eixo central da pauta de reivindicações. A luta contra o chamado "Marco Temporal" junto aos movimentos sociais indígenas também será intensificada.

O presidente do sindicato, Carlos Alberto de Almeida, disse lamentar as mortes de Dom e Bruno e que os movimentos sindicais e sociais não compactuam com a violência de forma alguma. “O presidente Jair Bolsonaro, quando se trata de problemas com os militares ele se posiciona rapidamente em defesa, mas o mesmo não aconteceu no caso que repercutiu no mundo todo, pelo contrário, participou de uma motociata em Manaus, desdenhando as mortes.”

Mandantes - A professora Maria Celma, presidenta da CUT-MT em exercício, prestou apoio aos servidores da Funai e também para exigir que estas mortes não fiquem passadas sem que os verdadeiros culpados sejam punidos. “Os trabalhadores não podem ser perseguidos, isso é uma inversão de valores. O que nós precisamos é que, para além daqueles que os executaram, os mandantes possam ser responsabilizados. Que as perseguições aos povos indígenas, o extermínio, a violência, os crimes que têm acontecidos neste país precisam ser investigados e punidos.”

Cooptação - O professor e sindicalista licenciado da CUT, Henrique Lopes, presente no ato, prestou solidariedade aos servidores, das perseguições que têm sofridos e exigiu a rigorosa investigação sobre este absurdo. “Primeiro eles começam com o processo de cooptação de servidores e quando não encontram guarida, quando os servidores se negam a isso, aí eles mudam de tática. De cooptação passam para o processo de perseguição, de intimidação,” disse Henrique.

“O servidor tem que estar sob proteção policial no seu espaço de trabalho pelas intimidações que vem sofrendo para evitar que se chegue ao terceiro estágio, que é o da eliminação, fato consumado com as mortes de Dom e Bruno. Nós não queremos que outros servidores que estão em defesa do meio ambiente, em defesa dos povos originários, que são contra que o país se torne uma mina a céu aberto, estejam passando por esta situação que é a cooptação, a intimidação, chegando ao extremo que é o processo de eliminação”, finalizou.

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