Sábado, 26 de  novembro de  2022 

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Empregados da Ebserh/HUJM paralisam por tempo indeterminado

Em assembleia virtual realizada pelo zoom, convocada pelo Sindiserf/RS, o secretário-geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo da Silva refletiu sobre o desgaste nestes últimos anos. “Estamos partindo para organizar o quarto ACT, de 2023/2024 e não superamos nenhum Acordo desde 2020”, disse.

De acordo com ele, apesar de ser uma empresa nova, criada em 2011, todos os ACTs tiveram que ser mediados. “Sempre tivemos dificuldades com a gestão da Ebserh”, afirmou Sérgio Ronaldo lembrando que ano passado, a empresa pediu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), a ilegalidade da greve realizada em 2021.

“Em vários momentos, eles acusam que as entidades sindicais não conseguiam se entender, sendo que apresentamos pauta única. Saem falando que a insalubridade é um câncer. A Ebserh é uma empresa pública com discurso de empresa privada”, garantiu o dirigente.

Serviços essenciais - Cumprindo requisitos formais que regem movimento paredista, um comunicado de deflagração de movimento paredista dos empregados públicos da Ebserh foi encaminhado pela Condsef/Fenadsef ao presidente da empresa, Oswaldo de Jesus Ferreira. Serviços essenciais e inadiáveis à população serão mantidos, sendo a categoria consciente de suas responsabilidades. A decisão é o último recurso dos trabalhadores frente aos impasses instalados no processo de negociações com a empresa marcados pela ausência de avanços e retirada de direitos.

 A paralisação é vista como último recurso dos trabalhadores frente aos impasses no processo de negociações com a empresa. A categoria destaca o reconhecimento da sociedade pelo trabalho desempenhado, mas que, infelizmente, se vê invisível para o governo. Por isso, a decisão de iniciar uma greve por valorização e preservação de direitos foi o caminho encontrado.

 Explicações à sociedade - Cientes de sua responsabilidade para com a saúde da população, os empregados da Ebserh divulgaram uma carta à sociedade destacando cinco motivos centrais que fizeram com que a categoria decidisse pela greve nacional. Com 40 hospitais no atendimento de média e alta complexidade, os empregados não conseguem ver interesse da direção da empresa nas resoluções de acordos coletivos de trabalho que se arrastam há anos e que atenderiam a quase 40 mil trabalhadores. 

Em plena pandemia, os empregados e empregadas da Ebserh viveram o que chamam de "tempos sombrios" com a atual gestão da empresa. Com rotinas extenuantes e vivendo durante a pandemia de Covid-19 um dia a dia de trabalho não só desgastante como arriscado, a categoria se viu desrespeitada e desvalorizada por quem tem a obrigação constitucional de reconhecer a importância desse trabalho essencial para a sociedade: o próprio governo.

Confira a íntegra da carta:

CARTA ABERTA À SOCIEDADE SOBRE A GREVE DAS(OS) EMPREGADAS(OS) EBSERH

A força de trabalho da EBSERH entrará em greve nacional a partir do dia 21/09/2022 por tempo indeterminado e vamos aqui indicar os principais motivos.

1)    Inércia da maior rede de hospitais públicos do País: A EBSERH, rede pública de saúde e ensino ligada ao SUS, que atualmente conta com 40 hospitais no atendimento de média e alta complexidade, não teve nenhum interesse nas resoluções de acordos coletivos de trabalho que se arrastam há anos e que atenderiam a quase 40 mil trabalhadores. Profissionais esses que cuidam daquilo que o país mais precisa: SAÚDE E EDUCAÇÃO!

2)    Propostas absurdas em plena pandemia: Vivenciamos tempos sombrios com a atual gestão da EBSERH. No início das negociações era zero por cento de reajuste, depois, no ápice da pandemia COVID 19, nos disseram que para promover algum tipo de reajuste, seria necessário retirar direitos.

3)    Afronta a quem salva vidas: Nossas rotinas de trabalho são extenuantes e, ao invés de haver reconhecimento, recebemos enfrentamento. Fomos ao longo desses anos de negociações levados ao limite. A gestão da empresa chegou até mesmo a colocar colega de trabalho contra colega de trabalho. E foram além, dizendo que “adicional de salário SANGRA para a empresa”. Ou seja, querem suprimir direitos de quem ganha pouco e trabalha muito.

4)    Somos profissionais que vivem seu absoluto limite: Pessoas que salvam vidas já não estão conseguindo cuidar da própria saúde física e mental por conta de tanta desvalorização, falta de reconhecimento, falta de empatia. Tudo isso em pessoas que se dedicam diariamente na busca incessante de salvar outras vidas.

5)    Não resta outro caminho: Percebemos que somos essenciais para a SOCIEDADE, mas somos invisíveis para o GOVERNO. O dia 21/09/2022 marcará o início da maior greve da história da EBSERH. Apoiem-nos nesta batalha pela valorização dos serviços públicos. O BRASIL precisa disso! (Com Condsef/Fenadsef)

 

 

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