Segunda-feira, 15 de  julho de  2024 

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Servidores do Incra de Mato Grosso decidem pela greve por tempo indeterminado

Proposta apresentada pelo MGI, que considerou como ‘final’, foi rejeitada por todos participantes da assembleia. Movimento paredista começa na segunda-feira, 8.

 

Foi realizada ontem, 01/07, Assembleia Geral Extraordinária com servidores ativos e aposentados do Incra-MT, em sua sede, no Centro Político Administrativo. Servidores das unidades avançadas participaram remotamente. Por unanimidade foi rejeitada a proposta apresentada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) na 4ª reunião da mesa específica e temporária e considerada como “proposta final”.

Após debates intensos, com 57 servidores presentes e 9 online, a maioria decidiu pelo início da greve a partir da próxima segunda-feira, 8. Também foram formadas duas comissões, sendo uma para comando de greve e outra para apoio político.

O presidente do Sindsep-MT, Carlos Alberto de Almeida, disse “que diante da propositura ‘final’ do governo, foi criado um grupo para analisar a tabela para que a gente tome uma decisão com bastante transparência e o que for decidido nesta assembleia é o que estaremos encaminhando para a Condsef/Fenadsef que por sua vez encaminhará até o MGI”, disse.

O grupo de estudo disse que o governo desconsiderou o trabalho que foi realizado por eles, juntamente com o Dieese e apresentou outra tabela, totalmente fora dos parâmetros da realidade. “Se o salário do Incra é ruim para o nível superior, para o nível médio é péssimo, é simplesmente ridículo o nosso salário”, disse um servidor.

“O pessoal do nível médio precisa se posicionar diante do movimento e ver o que queremos, qual o mínimo que vamos aceitar e vamos deixar de lado o discurso de que a reforma agrária vai parar. A reforma agrária já parou há muito tempo, estão tentando retomar ela”.

 “A contraproposta dos servidores do Incra é aquela inicial e vamos avaliar como vai prosseguir esta negociação, principalmente com os trabalhadores nível médio. Nós somos a grande força deste movimento e a superintendência que mais arrecada no Brasil (cerca de 25 milhões por ano de receitas pagas através da Guia Recolhimento da União-GRU)”, complementou outro servidor.

Outra ação a ser desenvolvida pelos servidores é política, pois se o órgão para, deixa de emitir GRU e títulos, ela gera impacto na sociedade refletindo diretamente nas eleições municipais. “Temos que mostrar quem somos nós para o governo”, disse o trabalhador. (Fotos: Mário Hashimoto/Sindsep-MT) Mais fotos: www.facebook.com/sindsepmt

 

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